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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Vapor d’água em “Júpiter Quente”



Além de conseguir avistar planetas que giram em torno de estrelas muito distantes, os astrônomos têm conseguido observações incríveis que permitem até a detecção dos componentes existentes na atmosfera desses planetas. E duas detecções muito importantes acabam de ser feitas - cientistas encontraram gás carbônico e, melhor ainda, vapor d’água, num mundo a 63 anos-luz daqui. Os créditos da descoberta vão para os telescópios Hubble e Spitzer.

Trata-se do HD 189733b, o “Júpiter Quente”, planeta gasoso gigante que gira muito próximo de sua estrela-mãe, a HD 189733. Para que se tenha uma idéia de quão perto, basta dizer que ele completa uma volta em torno da estrela em pouco mais de dois dias terrestres. Isso mesmo, o ano lá dura dois dias.

Por conta das altas temperaturas, para não falar da pressão e gravidade violentíssimas, os cientistas têm forte convicção de que não existe vida - ao menos como a conhecemos - no planeta. Mesmo assim, os resultados têm tudo a ver com a busca por vida fora da Terra. Vapor d’água é um importantíssimo sinal a ser buscado na atmosfera de outro mundo. Outros gases, como metano e gás carbônico, também podem denunciar atividade biológica, mas não necessariamente.

Os cientistas esperam que essa linha de pesquisa cresça muito nos próximos anos, conforme planetas rochosos - mais parecidos com a Terra - sejam detectados por diversos projetos que buscam exatamente astros que façam trânsitos (é o caso do satélite francês Corot, que já está operando e tem participação brasileira). “Quando encontrarmos esse planeta, usaremos o Telescópio Espacial James Webb [sucessor do Hubble, ainda em fase de construção] para medir seu espectro”, comenta Drake Deming, astrônomo da Nasa que comentou a descoberta para o periódico “Nature”. Leia o artigo aqui.

A busca por vida fora da Terra realmente deve esquentar, e muito.

Fonte: G1

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Vênus, Júpiter e Lua coladinhos


Olhando na direção sudoeste, logo após o crepúsculo, podemos observar dois astros brilhantes: Vênus e Júpiter.
De forma quase imperceptível, esses dois planetas têm se aproximado, mas essa aproximação estará acelerada nesta semana.

Astrônomos amadores de plantão, preparem seus binoculos e telescópios!

No dia 29 estarão separados por cerca de 3º, formando um par espetacular. No dia 30, a Lua aproxima-se, e no dia 1 todos ficam bem próximos! Nesse dia, em torno 15:59, Vênus será ocultado pela Lua e reaparecerá pelas 17:30.
Vai ser um espetáculo lindo de se ver!

Fonte: Blog de Astronomia do astroPT

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Copérnico não foi o único a propor o Sol como centro do cosmo

Por Marcelo Gleiser

A revolução copernicana, conforme conta o mito, ocorreu quando o polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) “pôs” o Sol no centro do cosmo, mudando para sempre a história do conhecimento.

Segundo o mito, antes de o sábio renascentista publicar o livro “Sobre as Revoluções das Esferas Celestes”, ou seja, dos babilônios até 1543, todo mundo achava que a Terra era o centro de tudo e que o Sol, a Lua e os planetas giravam à sua volta. Também se acredita que Copérnico tenha enfrentado uma grande resistência por parte da Igreja Católica. Tem gente que acha até que ele tenha sofrido nas mãos da Inquisição.

Não há dúvida de que a obra de Copérnico é extremamente importante na história da astronomia. Mas vale a pena revisitar certas asserções comumente feitas sobre a dita revolução, não só como esclarecimento, mas, também, pelo seu enorme interesse histórico e pedagógico.

A revolução copernicana não é obra apenas de Copérnico. Ela se deve principalmente aos trabalhos do grande astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), do alemão Johannes Kepler (1571-1670) e do italiano Galileu Galilei (1564-1642). Podemos dizer que Copérnico plantou as sementes que foram gerar frutos devido à coragem e à dedicação desses três.

Copérnico também não foi o único a propor o Sol como centro do cosmo.

Mais de 15 séculos antes dele, e como ele mesmo afirma na dedicação de seu livro ao papa Paulo III, alguns filósofos gregos haviam proposto que a Terra girasse em torno de si mesma e que não fosse o centro das órbitas. Em particular, Aristarco de Samos (cerca de 300 a.C.) propôs um modelo essencialmente idêntico ao que seria proposto depois por Copérnico.

O fato de Copérnico ter dedicado seu livro ao papa mostra que não tinha nada a temer com relação à Igreja Católica. As maiores críticas ao heliocentrismo de Copérnico vieram de Martinho Lutero, que o acusou de paganismo. A igreja só irá adotar uma posição oficial contrária ao heliocentrismo em 1616, devido à insistência de Galileu (inspirado diretamente em Copérnico) de que a Bíblia não deve ser usada para estudar astronomia e que os teólogos que teimam em pôr a Terra no centro não entendem nem de astronomia nem de teologia. Numa época em que a Igreja Católica via a sua autoridade erodida pelas correntes protestantes, criticar o poder dos cardeais e dos bispos não era um boa política.

Mas era necessário.

Apesar de Copérnico ter publicado o seu livro em 1543, o primeiro a defender abertamente o heliocentrismo foi Kepler. Muita gente afirma que o monge italiano Giordano Bruno foi queimado na fogueira em 1600 pelo seu copernicanismo. Mesmo que ele defendesse as idéias de Copérnico, o seu maior problema com a Inquisição era de natureza teológica; ele duvidada da plausibilidade da Santíssima Trindade, da transmigração das almas e da virgindade de Maria.

Em 1597, Kepler publica o seu primeiro livro, onde toma o heliocentrismo como ponto de partida. Em 1609, usando os dados de Tycho Brahe, publica “Astronomia Nova”, onde obtém as três leis do movimento planetário.

Na primeira delas, afirma que as órbitas planetárias são e não círculos. Nesse mesmo ano, Galileu aponta o seu telescópio para os céus, mostrando que as idéias de Copérnico merecem ser levadas a sério. A partir daí, a grande revolução toma rumo, 66 anos após ter sido iniciada por Nicolau Copérnico. E o cosmo nunca mais foi o mesmo.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro “A Harmonia do Mundo”

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Astrônomos descobrem o primeiro exoplaneta habitável

Ilustração do exoplaneta e da estrela anã vermelha

Astrônomos europeus anunciaram a descoberta do primeiro planeta extra-solar que aparenta ser semelhante à Terra, podendo mesmo conter água no estado líquido na superfície.

Xavier Bonfils, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa/Observatório Astronômico de Lisboa - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL/OAL-FCUL) integra a equipa responsável pela descoberta.

Utilizando o telescópio de 3,6m do Observatório Europeu do Sul, a equipe de cientistas descobriu uma super-Terra com aproximadamente 5 vezes a massa da Terra em órbita de uma estrela anã vermelha.

Para além de ser o menor planeta extra-solar, ou exoplaneta, encontrado até hoje, é a primeira vez que se descobre um destes corpos na "zona habitável"de uma estrela. A temperatura superficial desta superTerra varia entre 0º C e 40º C, o que possibilita a existência de água líquida e, conseqüêntemente, abre possibilidades intrigantes relativamente à existência de vida extraterrestre.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Viagem ao centro dos planetas

Parafraseando o título de um famoso livro de Jules Verne (Viagem ao centro da Terra), vamos falar sobre o que há no interior dos outros planetas do Sistema Solar.
Os cientistas só conhecem detalhes do que há dentro da Terra, mas com a ajuda de sondas e telescópios, dá para imaginar o interior da cada planeta.

Planetas terrestres são feitos de rochas e metais, materiais pesados, geralmente em estado sólido.
Neles, a matéria está distribuída em três camadas principais: crosta, manto e núcleo.
São os planetas mais próximos do sol, dentre os quais estão Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Planetas gasosos são feitos de gases que assumem os estados gasoso ou líquido, dependendo da temperatura e da pressão a que estão submetidos. O núcleo é feito de gelo e metais.
Os planetas mais distantes do sol são os gasosos: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Acompanhe o infográfico sobre o interior dos planetas produzido pela Super Interessante


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sistema Solar "teen"

Planeta e seus satélites na órbita de Epilson Eridani

Um jovem sistema solar nas vizinhanças da nossa Via Láctea parece ser algo muito parecido com o que foi o Sistema Solar há cerca de 4 bilhões de anos. É o que sugere uma espécie de mapeamento do sistema, conduzido por um grupo americano de cientistas.
Epsilon Eridani está apenas a 10,5 anos-luz de distância - nono lugar, no ranking de proximidade com o Sistema Solar. Ela também é uma estrela bem mais jovem que o Sol, com 850 milhões de anos. Nosso astro-rei, para que se tenha uma idéia da diferença, tem quase 4,7 bilhões de anos de idade. 
 "Estudar Epsilon Eridani é como ter uma máquina do tempo para olhar para nosso próprio sistema planetário quando era pequeno", disse, em nota, Massimo Marengo, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica e co-autor da pesquisa, que será publicada em janeiro no periódico "The Astrophysical Journal". 
Já se sabia que havia um planeta gigante  - parecido com Júpiter - ao redor de Epsilon Eridani, mas o que os cientistas conseguiram observar agora, com ajuda do Telescópio Espacial Spitzer (Nasa), foi o conjunto completo de cinturões de asteróides ou objetos gelados que existem ao redor desse sistema planetário.
Os pesquisadores concluíram que Epsilon Eridani possui dois cinturões de asteróides. O mais próximo da estrela se parece muito, em localização e porte, ao do cinturão que existe no Sistema Solar, entre Marte e Júpiter. 
Esses cinturões indicam a presença de planetas no sistema, que serviriam como "guardiões" dos cinturões, do mesmo modo que certas luas alimentam e protegem os anéis de Saturno. 

Tais descobertas colocam Epsilon Eridani como um sistema planetário dos mais interessantes -possivelmente um laboratório de como foi o Sistema Solar na época em que a vida surgiu sobre a Terra.

Fonte: G1

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A sonda Messenger



A MESSENGER (MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry and Ranging) é uma sonda lançada pela NASA em 2004 com o objectivo de estudar o planeta Mercúrio. Ela passou pela 1ª vez por Mercúrio a 14 de Janeiro deste ano, a 2ª vez ontem, e a 3ª vez será a 29 de Setembro do próximo ano, antes de ficar em órbita do planeta a partir de 18 de Março de 2011.



Esta é a trajetória da Messenger:


Jamais se havia chegado tão perto de Mercúrio como a Messenger chegou, ela conseguiu mostrar a superfície do planeta como nunca visto antes.

As fotos que a MESSENGER tirou de Mercúrio estão excelentes!
(Uma delas, abaixo, é a foto astronômica do dia)


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primeira imagem do que parece ser um planeta ao redor de uma estrela


Uma equipe de astrônomos do Canadá revelou o que provavelmente seja a primeira imagem de um planeta ao redor de uma estrela normal similar ao Sol. Três cientistas da Universidade de Toronto utilizaram o telescópio Gemini Norte em Mauna Kea (Hawaii), para obter imagens da jovem estrela 1RXS J160929.1-210524 (localizada a 500 anos-luz* da Terra) e um candidato a companheiro dessa estrela. Os espectros obtidos para confirmar a natureza do companheiro, que tem uma massa oito vezes maior do que a de Júpiter, e se encontra a aproximadamente 330 vezes a distância Sol-Terra da sua estrela. Em comparação, o planeta mais distante do Sistema Solar, Netuno, orbita o Sol a apenas 30 vezes a distância Sol-Terra. A estrela principal é similar, em massa, ao Sol, mas é bem mais jovem.



*Ano-luz é uma unidade de comprimento utilizada em astronomia e corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, no vácuo. Um dado importante nessa idéia é a velocidade da luz, 300 mil quilômetros por segundo.