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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Astrônomos descobrem o primeiro exoplaneta habitável

Ilustração do exoplaneta e da estrela anã vermelha

Astrônomos europeus anunciaram a descoberta do primeiro planeta extra-solar que aparenta ser semelhante à Terra, podendo mesmo conter água no estado líquido na superfície.

Xavier Bonfils, investigador do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa/Observatório Astronômico de Lisboa - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL/OAL-FCUL) integra a equipa responsável pela descoberta.

Utilizando o telescópio de 3,6m do Observatório Europeu do Sul, a equipe de cientistas descobriu uma super-Terra com aproximadamente 5 vezes a massa da Terra em órbita de uma estrela anã vermelha.

Para além de ser o menor planeta extra-solar, ou exoplaneta, encontrado até hoje, é a primeira vez que se descobre um destes corpos na "zona habitável"de uma estrela. A temperatura superficial desta superTerra varia entre 0º C e 40º C, o que possibilita a existência de água líquida e, conseqüêntemente, abre possibilidades intrigantes relativamente à existência de vida extraterrestre.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sistema Solar "teen"

Planeta e seus satélites na órbita de Epilson Eridani

Um jovem sistema solar nas vizinhanças da nossa Via Láctea parece ser algo muito parecido com o que foi o Sistema Solar há cerca de 4 bilhões de anos. É o que sugere uma espécie de mapeamento do sistema, conduzido por um grupo americano de cientistas.
Epsilon Eridani está apenas a 10,5 anos-luz de distância - nono lugar, no ranking de proximidade com o Sistema Solar. Ela também é uma estrela bem mais jovem que o Sol, com 850 milhões de anos. Nosso astro-rei, para que se tenha uma idéia da diferença, tem quase 4,7 bilhões de anos de idade. 
 "Estudar Epsilon Eridani é como ter uma máquina do tempo para olhar para nosso próprio sistema planetário quando era pequeno", disse, em nota, Massimo Marengo, astrônomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica e co-autor da pesquisa, que será publicada em janeiro no periódico "The Astrophysical Journal". 
Já se sabia que havia um planeta gigante  - parecido com Júpiter - ao redor de Epsilon Eridani, mas o que os cientistas conseguiram observar agora, com ajuda do Telescópio Espacial Spitzer (Nasa), foi o conjunto completo de cinturões de asteróides ou objetos gelados que existem ao redor desse sistema planetário.
Os pesquisadores concluíram que Epsilon Eridani possui dois cinturões de asteróides. O mais próximo da estrela se parece muito, em localização e porte, ao do cinturão que existe no Sistema Solar, entre Marte e Júpiter. 
Esses cinturões indicam a presença de planetas no sistema, que serviriam como "guardiões" dos cinturões, do mesmo modo que certas luas alimentam e protegem os anéis de Saturno. 

Tais descobertas colocam Epsilon Eridani como um sistema planetário dos mais interessantes -possivelmente um laboratório de como foi o Sistema Solar na época em que a vida surgiu sobre a Terra.

Fonte: G1